Perspectiva Histórica da Evolução da Comunicação (Jean Cloutier) e suas correspondências com os contextos educativos
A comunicação começou desde o tempo do Homos Sapien, e é um fenómeno muito importante na nossa sociedade, porque permite a evolução na sociedade.
Jean Cloutir defendeu quatro fases na comunicação, que são eles:
Comunicação Interpessoal / Família
A comunicação surgiu com o Homo Sapiens quando este descobriu a partilhar os seus pensamentos e emoções através dos gestos e dos sons, baseados no meio que o rodeava, usando a música e a dança como uma forma de comunicação. A comunicação era limitada ao tempo e ao espaço, uma vez, que não havia como difundir a comunicação, começando por isso, a existir mensageiros que eram uma espécie de correios do dia de hoje, mas que transmitiam a mensagem através da palavra.
Nos dias de hoje, o ser humano começa a comunicar primeiramente com a família, porque está limitada a esse espaço. Nesta perspectiva, a família é fulcral, uma vez a criança vai adquirir valores e formas que o acompanha para toda a vida. A família é
A família tem um papel fulcral, porque é com esta que a criança o tem o primeiro contacto com a comunicação.
Comunicação de Elite/Escola
Nesta fase o homem começa a utilizar pictogramas (gravuras e desenhos) como uma forma de se comunicar. Esta forma de comunicar, permite que a informação seja usada ao longo do tempo e, assim, aperfeiçoada pelo ser humano. É nesta fase que é descoberta a roda e é inventada a escrita fonética. É nesta altura que a linguagem começa a dissociar-se do gesto, permitindo a comunicação à distância. As mensagens são escritas em papiro ou pergaminho, permitindo, assim, novas bibliotecas, diferentes das primeiras que eram as paredes das cavernas. Isto faz com que se desenvolvam sistemas de comunicação gráfica, favorecendo os cidadãos que dominam este tipo de sistemas, por isso esta fase passou-se a designar por “comunicação de elite”. Com a possibilidade de armazenamento de conhecimento que foi acumulada de século para século, em deferentes culturas chegou-se ao livro. Com o aparecimento da industria, o livro, começou e ser consultado por toda a população.
Comparando esta fase com os dias de hoje, a escola, também tem essa função, porque com ela aprofundamos e aperfeiçoamo-nos ao longo do tempo.
Comunicação de Massas/Escola Paralela
Neste terceiro momento, surgem os meios de comunicação e com isso a difusão da informação. É nesta fase que aparece a enciclopédia, onde o conhecimento é transmitido através da escrita associada à imagem. Mas, esta só foi possível devido ao desenvolvimento técnico. O aparecimento da tipografia faz com que a informação chegue facilmente a todo o lado, favorecendo toda a população em geral. Desta forma, a escola torna-se paralela, uma vez que conhecimento chega, também, através da rádio, televisão, jornais, internet, etc.
Comunicação Pessoal e Individual/Auto-educação
O desenvolvimento dos grandes meios de comunicação permitiu ao homem a comunicação individual que foi designada por Cloutier como os self-media. Este tipo de comunicação é baseado na gravação usando sons e imagens. Nesta fase, o homem é emissor e simultaneamente receptor tendo por isso uma comunicação individual. Mas, esta só é permitida pelo fácil acesso a informação, que lhe permite obter a informação desejada.
Nesta fase, o professo já não é o principal transmissor da informação, passando a ter o papel complementar do conhecimento, uma vez que o aluno já se “auto-educa”, e, cada da vez mais, o aluno, sente necessidade de aprofundar o seu conhecimento, porque vive numa sociedade em que a competitividade é cada vez maior.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Epistemologia da Comunicação
A comunicação é essencial na vida humana.
A palavra comunicação teve origem do latim “communicatio”, onde podemos distinguir três fragmentos, que são eles, munis que significa “estar encarregado de” ao qual com o acréscimo do prefixo “co” significa reunião, ou seja é algo que se faz em grupo, por fim com a junção do sufixo tio, que significa actividade, podemos dizer que a palavra comunicação significa uma actividade realizada em conjunto. Podemos, também dividir a palavra comunicação em comum + ação que significa ação em comum, ou seja, tal como referido em cima, é feito em grupo.
A comunicação estabelece uma relação com outra ser, onde há a partilha de informação através da fala, da escrita, de um código comum ou do próprio comportamento. Esta é uma actividade educativa onde há a troca de experiências entre pessoas de diferentes gerações, ou não, provocando uma evolução contínua da humanidade.
A comunicação é um processo onde há a uma interacção através de símbolos, por isso, é necessário que ambos os intervenientes conheçam essa simbologia. Quando comunicamos através da fala, o receptor precisa de ouvir e compreender o que estamos a dizer, no entanto, não necessita de saber falar. Como exemplo, disso temos o caso de crianças pequenas que ainda não conseguem falar, mas que compreendem o que falamos e que comunicam através do comportamento.
Embora, muitas pessoas considerem que o conceito de comunicação e de informação sejam sinónimos, o primeiro é muito mais complexo, uma vez que o segundo não exige o feedback por parte do receptor. Como exemplos, temos as informações que nós são dadas pela rádio, televisão e internet ou quando, na rua, damos informação de uma morada a uma pessoa ou quando, numa aula, damos informações sobre conceitos leccionados em anos anteriores necessários para a resolução de problemas ou exercícios exigidos de momento aos alunos.
Na teoria da comunicação existem três conceitos fundamentais, o conceito de redundância, ruído e entropia.
A redundância e a entropia estão relacionadas com a forma que transmitimos a informação. A redundância é o oposto da entropia. Esta última está relacionada com o grau de desordem da mensagem, quanto mais desorganizada, maior é a entropia (teve a sua origem na segunda lei da termodinâmica). Enquanto que a redundância resulta de uma previsibilidade elevada a entropia resulta de uma previsibilidade reduzida. A entropia, também pode ser vista positivamente, quando por exemplo, numa aula, o professor pretende que o aluno chegue a conceitos sozinho através de dicas.
Weaver considera que a redundância não é uma escolha do emissor, mas um conjunto regras que terá de obedecer para que a informação que quer transmitir seja perceptível pelo receptor. Como exemplo disso temos as regras gramaticais, porque se pretendermos por exemplo, definir com o artigo o substantivo cidade temos de fazer respeitar o género e o número, ou seja tem de ser “a cidade”. Weaver considera que esta parte da mensagem é desnecessária, porque se não fosse respeitada seria igualmente compreendida e justifica com o facto de na língua inglesa o artigo é definido por “the” que não conhece nem género nem número.
No entanto, a redundância é útil e imprescindível uma vez que permite ao receptor compreender melhor a informação que lhe é transmitida. Por isso quando queremos comunicar de maneira a que sejamos bem interpretados pelo receptor, devemos seguir padrões e regras estruturadas anteriormente e reconhecidas por este.
Os professores podem usar a redundância, por exemplo, em reuniões de pais, porque estão perante um grupo heterogéneo, sendo necessário um grau elevado de redundância. No entanto, quando estão a comunicar isoladamente com um dos pais podem usar uma mensagem mais entrópica.
A redundância ajuda, também, a descodificar as mensagens com ruído (interferências que prejudicam a transmissão perfeita da mensagem). Por exemplo, numa aula em que os alunos estejam constantemente a falar ou distraídos, é necessário que o professor repita várias vezes a mesma coisa, embora o possa fazer de maneiras diferentes, para que a sua mensagem seja compreendida por um maior número de alunos.
Em suma, desde o princípio da vida, o homem teve necessidade de comunicar uns com os outros, para isso, inventou símbolos para aperfeiçoar a comunicação e assim evoluir ao longo do tempo evitando o retorno ao passado.
A palavra comunicação teve origem do latim “communicatio”, onde podemos distinguir três fragmentos, que são eles, munis que significa “estar encarregado de” ao qual com o acréscimo do prefixo “co” significa reunião, ou seja é algo que se faz em grupo, por fim com a junção do sufixo tio, que significa actividade, podemos dizer que a palavra comunicação significa uma actividade realizada em conjunto. Podemos, também dividir a palavra comunicação em comum + ação que significa ação em comum, ou seja, tal como referido em cima, é feito em grupo.
A comunicação estabelece uma relação com outra ser, onde há a partilha de informação através da fala, da escrita, de um código comum ou do próprio comportamento. Esta é uma actividade educativa onde há a troca de experiências entre pessoas de diferentes gerações, ou não, provocando uma evolução contínua da humanidade.
A comunicação é um processo onde há a uma interacção através de símbolos, por isso, é necessário que ambos os intervenientes conheçam essa simbologia. Quando comunicamos através da fala, o receptor precisa de ouvir e compreender o que estamos a dizer, no entanto, não necessita de saber falar. Como exemplo, disso temos o caso de crianças pequenas que ainda não conseguem falar, mas que compreendem o que falamos e que comunicam através do comportamento.
Embora, muitas pessoas considerem que o conceito de comunicação e de informação sejam sinónimos, o primeiro é muito mais complexo, uma vez que o segundo não exige o feedback por parte do receptor. Como exemplos, temos as informações que nós são dadas pela rádio, televisão e internet ou quando, na rua, damos informação de uma morada a uma pessoa ou quando, numa aula, damos informações sobre conceitos leccionados em anos anteriores necessários para a resolução de problemas ou exercícios exigidos de momento aos alunos.
Na teoria da comunicação existem três conceitos fundamentais, o conceito de redundância, ruído e entropia.
A redundância e a entropia estão relacionadas com a forma que transmitimos a informação. A redundância é o oposto da entropia. Esta última está relacionada com o grau de desordem da mensagem, quanto mais desorganizada, maior é a entropia (teve a sua origem na segunda lei da termodinâmica). Enquanto que a redundância resulta de uma previsibilidade elevada a entropia resulta de uma previsibilidade reduzida. A entropia, também pode ser vista positivamente, quando por exemplo, numa aula, o professor pretende que o aluno chegue a conceitos sozinho através de dicas.
Weaver considera que a redundância não é uma escolha do emissor, mas um conjunto regras que terá de obedecer para que a informação que quer transmitir seja perceptível pelo receptor. Como exemplo disso temos as regras gramaticais, porque se pretendermos por exemplo, definir com o artigo o substantivo cidade temos de fazer respeitar o género e o número, ou seja tem de ser “a cidade”. Weaver considera que esta parte da mensagem é desnecessária, porque se não fosse respeitada seria igualmente compreendida e justifica com o facto de na língua inglesa o artigo é definido por “the” que não conhece nem género nem número.
No entanto, a redundância é útil e imprescindível uma vez que permite ao receptor compreender melhor a informação que lhe é transmitida. Por isso quando queremos comunicar de maneira a que sejamos bem interpretados pelo receptor, devemos seguir padrões e regras estruturadas anteriormente e reconhecidas por este.
Os professores podem usar a redundância, por exemplo, em reuniões de pais, porque estão perante um grupo heterogéneo, sendo necessário um grau elevado de redundância. No entanto, quando estão a comunicar isoladamente com um dos pais podem usar uma mensagem mais entrópica.
A redundância ajuda, também, a descodificar as mensagens com ruído (interferências que prejudicam a transmissão perfeita da mensagem). Por exemplo, numa aula em que os alunos estejam constantemente a falar ou distraídos, é necessário que o professor repita várias vezes a mesma coisa, embora o possa fazer de maneiras diferentes, para que a sua mensagem seja compreendida por um maior número de alunos.
Em suma, desde o princípio da vida, o homem teve necessidade de comunicar uns com os outros, para isso, inventou símbolos para aperfeiçoar a comunicação e assim evoluir ao longo do tempo evitando o retorno ao passado.
domingo, 11 de janeiro de 2009
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